em Dezembro 19, 2011 0 comentários
As nossas escolhas: as melhores mixtapes de 2011
Chega a altura de dizer adeus a 2011 e receber abertamente o novo ano.
Como já é costume, isso passa por fazer uma pequena análise ao que aconteceu durante o mesmo. Desta vez, a primeira das nossas listas foca-se na velha arte da mixtape. Em baixo podem ver e descarregar gratuitamente as nossas cinco favoritas.
5. Asap Rocky – LiveLoveA$AP
Uma característica que o distingue de tantos outros rappers é o seu eclético gosto musical que começa em Red Hot Chili Peppers ou Hope Sandoval (Mazzy Star), passando por Cee-Lo Green e acabando em MGMT. E isso explica, em parte, o fascínio do público por ASAP Rocky que há muito esperava por uma lufada de ar fresco como ele no panorama hip-hop mainstream e que, ao mesmo tempo, justifica a invulgar (mas imaculada) produção presente em “LiveLoveA$AP”. Talento é coisa que não falta a este jovem de Brooklyn que no(s) próximo(s) ano(s) se poderá tornar numa figura de relevo na esfera musical. O primeiro indício foi a sua recente nomeação para o BBC Sound of 2012.
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4. Frank Ocean – Nostalgia, Ultra
Frank Ocean lançou no início deste ano uma recomendadíssima mixtape, em tudo semelhante a um álbum, intitulada “Nostalgia, ULTRA” e o impacto que esse trabalho teve na indústria foi de tal ordem que, poucos meses mais tarde, foi convidado pelos monstros do hip-hop Jay-Z e Kanye West para colaborar no álbum “Watch The Throne”. Ou seja, Frank Ocean passou de uma promessa à (quase) consagração em menos de um ano! E para terminar o ano em beleza, Frank Ocean foi também nomeado para o BBC Sound of 2012 o que preconiza um novo ano em grande para este membro do colectivo OFWGKTA (Odd Future Wolf Gang Kill Them All) liderado pelo bipolar Tyler, The Creator.
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3. JJ – Kills (chopped and screwed by Joel Rampage)
Foi há cerca de um ano, na véspera de Natal, que os suecos jj lançaram “Kills”, a mixtape através da qual prestavam tributo a grandes figuras da música na actualidade como Dr. Dre, Kanye West ou M.I.A, mediante remistura ou reinterpretação,. Neste ano, para algo completamente diferente, pediram ao compatriota Joel Rampage que remisturasse essa mesma mixtape e o resultado foi esta “Kills (Chopped & Screwed by Joel Rampage)” divulgada em Novembro último e que acabou por ser um verdadeiro presente de Natal antecipado. Quem não a ouviu/descarregou na altura tem agora a sua oportunidade.
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2. Clams Casino – Instrumentals
Clams Casino era um dos segredos mais bem guardados do hip-hop até este ano. Em 2011 este produtor de New Jersey foi o autor de dois fenomenais trabalhos a solo, entre os quais esta excelente “Instrumental Mixtape” (e também do “Rainforest EP”), para além de ter produzido algumas das faixas da soberba mixtape de ASAP Rocky (“LiveLoveA$AP”) e também do último álbum de Mac Miller (“Blue Slide Park”). E não é à toa que esta foi considerada pela generalidade das publicações especializadas como uma das melhores mixtapes do ano. Por tudo isto, mas não só, é que consideramos Clams Casino como uma das apostas seguras para 2012.
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1. The Weeknd – House of Balloons
Unânimemente considerado como um dos artistas em maior destaque durante este ano, o canadiano Abel Tesfaye – face visível dos The Weeknd – foi (co-)autor e intérprete da extraordinária “House of Balloons”, um álbum disfarçado de mixtape que o fez ascender ao panteão das mais respeitadas figuras da neo soul da actualidade. E isto sem ter assinado um contrato discográfico, sem ter uma editora, distribuidora ou sequer apoio por parte da indústria (exceptuando Drake). Já com a imprensa especializada a seus pés, The Weeknd apresentou durante o Verão “Thursday” a sua segunda mixtape, sucessora de “House of Balloons” que, apesar de não ter baixado a fasquia da qualidade, não conseguiu equiparar-se ao trabalho de estreia que foi, indubitávelmente, um dos melhores álbuns e, naturalmente, a melhor mixtape de 2011.
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Nota-se uma cada vez maior adopção das novas plataformas tecnológicas como meio de divulgação do trabalho de novos artistas. Sem budgets milionários nem exércitos de promotores, alguns artistas conseguem assim ascender à ribalta graças às redes sociais e o apoio incondicional de fãs convertidos muito além fronteiras (nós por cá incluídos).
E assim sendo, já que a boa música deve ser consumida sem contenções, porque não gravar e oferecer uma (ou todas) destas mixtapes pelo Natal?! Ao menos nisso a crise não interfere.






