em Novembro 6, 2011 0 comentários
Rustie – Glass Swords
Um dos mais esperados e também um dos mais surpreendentes lançamentos do ano é este “Glass Swords”, do glasgoniano produtor Rustie, que certamente marcará presença na nossa e outras selecções de melhores do ano.
Este trabalho tem de tudo um pouco: hip-hop; funk; trance; e muito mais. E enquanto isso poderia ser um mau sinal e o trabalho uma tremenda confusão, o talento de Rustie nao o permitiu. Sim, é UK bass music, mas difícil de catalogar. E com tanto ‘swag’ também poderia ser etiquetado como hip-hop ou até electrofunk. Mas generalismos ou especialismos à parte, tudo isto comprova a inovação e a evolução deste jovem produtor.
Talvez a par com AraabMuzik e Hudson Mohawke, Russell Whyte – sim, é esse o seu nome – é, neste momento, um dos mais inovadores e excitantes produtores de electronica. De forma sublime, pega em antigos e consagrados estilos da música electrónica e retrata-os em pequenas odes de batidas infinitamente frenéticas, como se de uma homenagem (a algumas das suas influências, talvez?) se tratasse. E fá-lo com uma frescura e coesão que muitos poucos conseguem atingir, moldando a sua própria identidade.
A escola Numbers nota-se facilmente; o conjunto de artistas do qual fazem parte, por exemplo, Jamie XX, Hudson Mohawke ou Deadboy contem, nitidamente, (boas) influências para Whyte. Isso reflecte-se na evolução do seu trabalho, espelhada na complexidade das suas composições e consolidando a qualidade do que já previamente tinha lançado, nomeadamente o “Sunburst EP“.
São poucos os pontos baixos e quase nenhuns os pontos fracos deste trabalho. As faixas introdutórias “Glass Swords” e “Flash Back” servem de crescendo inicial e pela altura em que os ‘claps’ electrónicos de “Surph” explodem, sabemos estar perante algo especial, diferente, fresco. E esta sensação é constante durante todo o alinhamento, especialmente nas mais destacadas “Ultra Thizz” e “After Light”, em que os elementos de rave music se mesclam perfeitamente com batidas hip-hop e rudes, agressivas linhas de baixo. Chegando a “Crystal Echo”, já a ofegar, existe apenas uma vontade… A de fazer ‘replay’, mais uma vez.
Como um todo, “Glass Swords” é uma bomba. Fulminante. Efusivo. E corrosivo ao ponto de não deixar ninguém indiferente.






