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Reportagem Sonar Festival 2010

Talvez o mais importante festival de música electrónica e experimental, o Sonar Barcelona teve este ano a sua 17ª edição, a primeira que se alargou até á Corunha. Na passada sexta-feira apresentou um dos melhores line-ups de sempre: Air, LCD Soundsystem, Hot Chip, John Talabot, Plastikman, Mary Anne Hobbs, Joy Orbison, Flying Lotus, The Sugar Hill Gang e Hudson Mohawke, entre outros. Ambiente ecléctico, caras, cores, formas e sons foram o plano de fundo para os músicos  que desde as 21:30 até as 7:00 deixaram o público em êxtase.

O duo parisiense Air esteve bastante bem, tendo sido  a primeira grande banda a actuar no palco principal (Sonar Club). Continuam de boa saúde e demonstraram porque são umas das melhores bandas da actualidade.
LCD Soundsystem foram um dos momentos altos da noite; corrosivos como sempre e sem deixar ninguém indiferente à sua actuação.
Uma das boas surpresas, na minha opinião, terá sido John Talabot, com um set poderoso, emocional e afrocêntrico. Devo também salientar a força musical e visual do set de Richie Hawtin a.k.a. Plastikman, que deixou em delírio todas as pessoas que se concentravam no palco Sonar Pub.

No palco Sonar Lab, o nosso predilecto, tivemos a importante presença de Mary Anne Hobbs, Joy Orbison, Flying Lotus e Hudson Mohawke. Mary Anne, nome grande da rádio britânica BBC1, principal promotora do estilo musical dubstep, e comissária do palco Sonar Lab, iniciou a noite da melhor maneira, fazendo um apanhado das melhores músicas do ano e apresentando simultaneamente Joy Orbison, Roska e claro o inigualável Flying Lotus.
Joy Orbison foi o senhor que se seguiu. De imagem tímida, aos poucos conquistou o público com as músicas que o tornaram num importante nome a seguir. Não faltou a brilhante “Hyph Mngo”, entre muitas outras.
Flying Lotus tomou posteriormente os comandos do Sonar Lab e terá sido um dos melhores sets da primeira noite do Sonar. Apresentando o seu novo álbum “Cosmogramma”, tocando também algumas das suas músicas mais conhecidas e seleccionando outras que, por ventura, o influenciam, não deixou ninguém parado e conseguiu umas das maiores ovações da noite. Genial como sempre e com grande sentido de palco.
Hudson Mohawke, trazendo um dos seus colaboradores, Olivier Daysoul, começou com alguns problemas técnicos e não optou por um set continuado. Não esteve mal mas soube a pouco a sua actuação, muito embora tenha tido bons pormenores com algumas das suas melhores músicas. Merecia mais tempo.

Para acabar Roska e The Sugar Hill Gang foram outros aspectos positivos, tendo os últimos, banda seminal do estilo nascido em Nova Iorque, arrecadado um dos momentos mais celebrados da noite.
E já a aproximar-se do fim dos concertos, os 2Many Djs, no palco principal, realizaram um dos espectáculos mais esperados da noite. Foram épicos e extravasaram todos os sentimentos dos milhares de pessoas que estiveram na Gran Fira em L’Hospitalet.

Aqui ficam alguns dos registos fotográficos da noite:

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E o registo audiográfico, retirado do programa de rádio de Mary Anne Hobbs na BBC1, com entrevistas e live sets de Joy Orbison, Flying Lotus e Roska:

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