em Junho 5, 2010 0 comentários
Nostalgias: Victor Simonelli
Alguma vez ouviram uma música na rádio e ficaram desesperados a tentar descobrir o nome da mesma?! A mim acontece-me constantemente, mas normalmente é uma questão de horas até descobrir o que estava a tocar.
Houve, no entanto, uma excepção.
Estávamos no ano de 2002 e enquanto ouvia, muito sossegado, uma transmissão de um set de Joanna Pinho, ao vivo na Locomia, Algarve, uma das músicas ficou-me gravada no cérebro. Uma voz sensual, sobre um baixo forte e uma batida acertiva, entoava “how many tears do you spill in a lifetime?”. Foi amor à primeira audição!
Mas por muita pesquisa que fizesse, era-me impossível identificar aquela música. Foi como estar apaixonado e o sentimento não ser recíproco. Desejar mas não ser desejado!
Felizmente, há coisa de umas semanas tive a eterna absolvição. Num dos meus programas de rádio favoritos, o dj de serviço, num rasgo de nostalgia, pôs a tocar essa então esquecida canção. Quando dei por mim tinha parado o carro só para a escutar com atenção.
Melhor ainda, quando chegou ao fim, foi anunciado o seu nome. E a resposta era tão óbvia! Victor Simonelli, pois claro!!
Simonelli foi um dos produtores que mais influenciou a cena do house de Brooklyn. Tendo começado como dj nos finais da década de 80, foi nos anos 90 que o seu nome ganhou volume, ao trabalhar com nomes tais como Quincy Jones, Michael Jackson, James Brown ou Danny Krivit e Satoshie Tomie.
Nas suas produções, ora pelo seu próprio nome ou mascarado de Cloud 9, Groove Committee, Solution, etc., assinou por diversos selos tais como a Nu Groove, a Stellar Records, a Bassline Records ou até a MCA Records. Isto até criar a sua própria editora, a West Side Records.
Ainda hoje continua o seu trabalho como dj e produtor.
E apesar de um pouco esquecidas (porque os gostos vão mudando), trago até vós um pequeno revival de uma das suas produções que marcou em definitivo o meu gosto musical, especialmente em relação a dance music. Ouçam com atenção:






