Delphic – Acolyte
Acólito:
membro da igreja católica instituído para auxiliar o diácono e ministrar ao sacerdote nas acções litúrgicas, sobretudo na celebração da missa.
Definição algo incorrecta se estivermos a falar do álbum de estreia da banda de Manchester, Delphic. Lançado a 11 Janeiro de 2010 pela editora Polydor, cujo nome surge associado a bandas do indie e rock alternativo, como os Klaxons, Kaiser Chiefs e The Courteeners, Acolyte não é de todo um auxiliar no panorama musical alternativo, mas sim uma visão inovadora do alternative dance, utilizando a guitarra (Matt Cocksedge) e bateria (Dan Hadley) para completar o hiato, cujo o instrumento mais prolifero nesta onda, o sintetizador (Richard Boardman), não consegue ocupar. A juntar a este trio instrumental, temos a voz de James Cook, com um registo que provoca uma fusão de esperança e melancolia. que leva o ouvinte a entrar num lugar governado pelo ritmo contagiante de um hit de dança e localizado numa planície infindável de liberdade hipnotizante.
“Clarion Call” dá o inicio a este álbum fulgurante, como se tratasse de uma subida inicial numa montanha russa, teclado do género 80’s synth pop, vozes suaves a conspirar uma traição na aparente nuance leve da música, que termina com o fim da subida. Situação recorrente ao longo do álbum, em diferentes tamanhos e feitios. “Doubt”, “Halcyon”, “This Momentary”, “Counterpoint” são os singles deste álbum, dando ênfase ao último, que é na minha opinião a cereja no topo do bolo, cereja cujo interior esconde letras catchy, ritmo acelerado do motor percussionista e do ambiente criado pelos sintetizadores, havendo ainda espaço para uma guitarra que devolve no interlúdio a intensidade e fulgor a este êxito. “Acolyte” e “Ephemera” são as faixas instrumentais, sendo a primeira a mais virada para a electrónica e a segunda, 1min 58 segundos de musicalidade tranquilizadora.
Poucos são os álbuns que consigo ouvir do principio ao fim, sem desejar carregar no botão next, mas este é um deles. Cada música tem o seu papel neste álbum e o seu lugar certo. O ambiente criado é bastante característico e une a essência do indie à groove da dance music. Certamente, mais um forte candidato aos tops deste recém chegado ano de 2010.
Alinhamento:
- Clarion Call
- Doubt
- This Momentary
- Red Lights
- Acolyte
- Halcyon
- Submission
- Counterpoint
- Ephemera
- Remain



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