em Novembro 20, 2009 0 comentários
Matias Aguayo – Ay Ay Ay
Chegados a Novembro é já habitual o surgimento das primeiras listas e/ou tabelas a hierarquizarem o(s) melhor(es) do ano e é durante essa azáfama que por vezes são ignorados, devido ao seu timing de lançamento, trabalhos de qualidade e que merecem ser destacados.
Caso sintomático é “Ay Ay Ay”, o surpreendente segundo álbum a solo do produtor chileno Matias Aguayo (“Are You Really Lost” foi lançado em 2005) editado pela reputada Kompakt e à qual o produtor chileno sempre esteve associado desde a sua mudança na década de noventa para Colónia, sede daquela editora na Alemanha.
Neste disco Matias Aguayo arriscou e conseguiu alcançar um cruzamento perfeito entre elementos electrónicos da (sua) escola alemã com ritmos e percussões exóticas da (sua) América Latina habilmente conjugados com vocalizações na língua nativa, cânticos tribais, sons bizarros e até estalidos com a língua que são samplados e depois sobrepostos em várias camadas sonoras.
Nestas canções a voz predomina e é trabalhada com uma precisão cirúrgica, como se se tratasse de um instrumento (aqui pensamos em Timbaland, em Rahzel e em Dj Koze), e superlativamente integrada numa estrutura pop que no seu conjunto resultam num álbum inovador e surpreendentemente coeso, dada a amálgama de referências, que não se estranha e facilmente se entranha e que é revelador do excelente momento criativo que atravessa este artista.
Uma verdadeira pérola em forma de disco que soa diferente de tudo aquilo que ouvimos este ano e cuja audição não poderíamos deixar de recomendar a todos os melómanos (e não só). Soberbo.
Alinhamento:
- Menta Latte
- Ritmo Tres
- Rollerskate
- Desde Rusia
- Ritmo Juarez
- Koro Koro
- Mucho Viento
- Ay Ay Ay
- Ay Shit – The Master
- Me Vuelco Loca
- Juanita






